O hOMEM pASMADO

desabafos de um troglodita moderno

sexta-feira, setembro 26, 2008

Curtas #0030

As mulheres “avariadas” são como as crianças:

Quando brincamos com elas temos de ter cuidado para não as magoar e estar com atenção para que não nos magoem.


Etiquetas:

terça-feira, setembro 23, 2008

#00.180 Até que a morte nos separe

"O amor é um animal felino, mutante, não resiste a cativeiros forçados. Podemos ter a sorte de amar e ser amados «até que a morte nos separe» - mas a verdade é que só podemos prometer amarmo-nos até ao dia da morte do amor, esse ser misterioso, independente e livre".

--

Retirado da: Crónica Feminina
de: Inês Pedrosa
na página 6 da revista Única de 12 de Abril de 2008

Etiquetas:

segunda-feira, setembro 01, 2008

#00.179 Do amor e da paz

No último sábado fui ao casamento de uma amiga. Ela estava feliz, o que a mim me pareceu uma insensatez, sobretudo porque o noivo, um economista argentino, chorava nos braços do padrinho, como um rapazinho ao qual tivessem roubado a bola de futebol assinada pelo Cristiano Ronaldo.

Depois reflecti melhor e cheguei à conclusão de que se o noivo chorava daquela forma, com um desespero tão sincero, talvez, afinal, o casamento deles tivesse um futuro interessante. O noivo, ao menos, parecia consciente do que o esperava.

Vejo o casamento como uma rendição. Ninguém casa por amor, pelo contrário: ao casarmos desistimos do amor, estamos a trocar o amor pelo conforto e a segurança. Ora o amor tem tanto a ver com a segurança ou com o conforto quanto um leão domesticado tem a ver com um leão.

O casamento costuma ser o último parágrafo dos contos de fadas e dos romances cor-de-rosa. Depois disso não acontece mais nada que mereça a pena ser relatado. Chama-se a isto tédio. O tédio é o que de melhor pode acontecer num casamento.
--


Retirado da crónica:
Do amor e da paz
de: Faíza Hayat
na página 6 da revista Pública de 6 de Julho de 2008

Etiquetas: