sábado, fevereiro 23, 2008

#00.160 ...macacos pagam por sexo

Na Indonésia

Macacos pagam por sexo(?)
Não sei se a prostituição é a mais velha profissão do mundo mas talvez seja maismais antiga que a espécie humana?


Num estudo junto de uma população de primatas, na Indonésia, descobriu-se que os machos pagam pelos favores sexuais das fêmeas; ou seja, pela cópula esforçam-se em diversos actos de bajulação.

Com este comportamento, os macacos não só conseguem aquilo que pretendem como também o conseguem durante mais tempo.

Os resultados da investigação, que durou 20 meses, foram publicados na Animal Behavior.

Correio de domingo, 17 de Fevereiro de 2008, pág. 7



--

Meu comentário: 

Gostaria de saber que actos de bajulação são esses...

#00.159 Vou já falar com a minha prima!

Estudo
Primos com primos ‘apura filhos’

A sabedoria popular diz ’primos com primos dá filhos malucos’, afinal uma forma de censura àquela forma de união. 


Um estudo que incidiu sobre 160 mil casais em 165 anos, na Islândia, revela que estas uniões tendem a ter mais descendentes e um padrão genético mais ‘saudável’, revela a revista Science.

Correio de domingo, 17 de Fevereiro de 2008, pág. 7

quarta-feira, fevereiro 20, 2008

Curtas #0027

(...)

"As revistas masculinas também têm este lado: os homens revelam melhor o seu lado idiota quando julgam que estão perante uma mulher estúpida, só porque ela é bonita."

--

"O sexo mede-se melhor do que o amor. 

Sabes logo a seguir se foi bom ou não..."
Iggy Pop

(...)

--

Retirado da crónica:
A bela é o monstro?
de: Faíza Hayat
na página 22 da revista Pública de 13 de Janeiro de 2008

--

meu comentário:
É engraçado que ou gosto muito de ler a crónica dela ou não gosto nada. 

Assim mesmo, sem meios termos!!!

quinta-feira, fevereiro 14, 2008

Curtas #0026

Banda sonora para aquilo que a gente sabe: 
Sade Adu
Lori Carson


Curtas #0025

António Variações
"Amor de conserva"

Porque o nosso amor
É um amor de conserva
Que nós temos de reserva
Prós dias que hão-de vir

Porque o nosso amor
Entrou naquela rotina
A cumprir aquela sina
Que o fez começar

Porque o nosso amor
O nosso amor
Conserva
O nosso amor

Porque o nosso amor
É uma voz que desafina
Que sabe que nunca atina
Mas que não se quer calar

Porque o nosso amor
É um amor de conserva
Que nós temos de reserva
Prós dias que hão-de vir

Porque o nosso amor
O nosso amor
Conserva
O nosso amor
É um amor de conserva

terça-feira, fevereiro 12, 2008

terça-feira, janeiro 01, 2008

Curtas #0023

Home Is Where the Hatred Is

"Sex o'clock"
Anita Lane

--

Infelizmente, tantas vezes que ainda continua a ser assim...

terça-feira, dezembro 25, 2007

[Omar Khayyam, Os Rubaiyat]

9

Que pobre o coração que não sabe amar
e não conhece o delírio da paixão.
Se não amas, que sol pode te aquecer,
ou que lua te consolar?

Curtas #0022

A direcção da seta marca a diferença?

sábado, novembro 24, 2007

#00.157 Qual a finalidade do sexo?

“Se tudo tem uma finalidade, qual é a finalidade do sexo?
A resposta óbvia é a procriação.”

James Rachels
“Elementos de Filosofia Moral”
Editora Gradiva

--

Durante bastante tempo, subscrevi esta crença. Mesmo depois de ler o suficiente para a questionar.

Mas será de facto assim? Será óbvio que a finalidade do sexo seja a procriação?

Ao acabar de ler o resto da passagem que transcrevi acima, “bateu-me” uma ideia na mioleira:
A finalidade óbvia do sexo é o prazer e não a procriação.

Em vez de argumentar para defender a minha afirmação, cito esta passagem de:
Bronislaw Malinowski
"Magia Ciência e Religião"
Pág. 252

(…)
Refiro-me ao facto de, na maioria das raças selvagens, a vida sexual se iniciar muito cedo e ser demasiado intensa, de forma que as relações não surgem para eles como um facto raro e extraordinário que os marque pela sua invulgaridade, levando-os, por conseguinte, a procurar as consequências; muito pelo contrário, para eles, a vida sexual é um estado normal.

Em Kiriwina, entende-se que as raparigas solteiras a partir dos 6 anos devem dedicar-se quase todas as noites a práticas licenciosas. É irrelevante que tal suceda ou não; o que importa apenas é que, para o nativo de Kiriwina, as relações sexuais são uma ocorrência quase tão comum como comer, beber ou dormir.

Que é que orienta a observação do nativo, chama a sua atenção para a relação entre uma ocorrência diária perfeitamente normal, por um lado, e um acontecimento excepcional, invulgar, por outro? Como vai entender que o próprio acto que uma mulher realiza quase com a mesma frequência com que come ou bebe, irá, uma, duas ou três vezes em toda a sua vida fazê-la engravidar?

É certo que só dois acontecimentos invulgares, raros, podem facilmente revelar uma ligação. Descobrir que algo de extraordinário é o resultado de um acontecimento absolutamente normal exige, para além de um espírito e método científicos, a capacidade de investigar, de isolar os factos, de excluir o supérfluo e de experimentar as circunstâncias. Existindo estas condições, os nativos provavelmente teriam descoberto a relação causal, porque a sua mente funciona segundo as mesmas normas que a nossa: os seus poderes de observação são activos, sempre que revela interesse, e o conceito de causa e efeito não lhes é desconhecido.
(…)

--

Aqui, Malinowski demonstrava ao seu leitor, que a nossa crença no acto sexual como óbvio originador da procriação, não é assim tão óbvio como isso.

Enquadra-se numa tentativa para contrariar a crença instalada na altura em que a sua obra foi publicada (1ª metade séc. XX), de que os povos primitivos não dispunham das mesmas capacidades lógicas dos “ocidentais”.